domingo, 20 de novembro de 2011

TANTAS PALAVRAS... e tantas alegrias


Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com

De quantas palavras somos formados?
Aliás, você já tinha notado que somos palavra? Sim, porque pensamos a partir de palavras, nos comunicamos por meio de palavras, resgatamos nosso passado com palavras e no futuro é projetado tendo as palavras como alicerce. Portanto, quais são as palavras que nos formam?
Cada um de nós tem um vocabulário particular com o qual se relaciona melhor e, também, com o qual não quer muito chamego, não! Por exemplo, gosto muito das palavras “carambola” (apesar de não gostar da fruta), “bambolê”, “paralelepípedo”, “formidável”, “conclusão”... porque elas ficam dando cambalhotas e pulos na boca da gente. Gosto também de palavras que trazem paz e segurança pra gente, como “Jesus”, “harmonia”, “amizade”,
“solidariedade”, entre outras. Das que não gosto, prefiro não citar, já que as considero tão ruins que, ao pronunciá-las, sei lá, dá um negócio ruim na gente...
É legal receber uma palavra amiga de conforto numa ocasião terrível da vida da gente, não é mesmo? Às vezes, uma palavra muda tudo em nosso dia, coloca a gente pra frente, faz a gente se reanimar, começar tudo do zero só para ter o prazer de fazer bem feito. Já diz a sabedoria popular, “às vezes por falta de um grito, perde-se uma boiada”. “Um grito” é uma palavra doida, desesperada!
Tem palavra que é tão bem arranjada, colocada uma ao lado da outra, que fica um negócio tão legal, mexe tanto com a gente, com sentimentos que a gente nem sabia que tinha que chamamos esses arranjos de palavras de POEMA. Coisa linda de se ler. Olha só: “A brisa vaga no prado/ perfume nem voz não tem/ quem canta é ramo agitado/ o aroma é da flor que vem”. Estes versos são do poeta Almeida Garret. Não são lindos?
E quando a gente junta um monte de gente que usa da palavra para se comunicar de forma literária? Fica uma beleza só, não é mesmo? Foi o que aconteceu com a antologia de contos e crônicas organizada por mim para o Núcleo da União Brasileira de Escritores de Araçatuba e região. Foram selecionados 32 textos, cada qual correspondente a um autor e, juntos, formam uma antologia denominada “Tantas palavras”.
São textos de um valor estético e literário singular e que pode ser adquirido em Araçatuba na Livraria Educação e Cultura – MEC, no Mercadão Municipal. Ou, para quem não reside em Araçatuba, por meio do e-mail aluceni@hotmail.com, indicando no e-mail o pedido do livro, nome completo, endereço para envio do livro e depósito no valor de R$ 30,00, já com as despesas de correio.
Em sua maioria, são textos de autores de Araçatuba, mas também há escritores de outros municípios e até de outros três estados diferentes. É a magia da internet possibilitando esse intercâmbio a partir da veiculação no blog da instituição regional, www.blogdaube.blogspot.com.
Compre, leia, prestigie e divulgue. Vamos juntar nossas tantas palavras a outras tantas palavras dos vários autores que compõem essa antologia.

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.


DE FATO É PRECISO MUITAS PALAVRAS PARA DESCREVER A EMOÇÃO QUE SENTI EM REUNIR TANTAS PESSOAS GENIAIS, AMIGOS SINCEROS E ESCRITORES DE PRIMEIRA.
O LANÇAMENTO DA COLETÂNEA "TANTAS PALAVRAS" FOI MESMO UM SUCESSO.

GOSTARIA DE AGRADECER VIVAMENTE AOS ESCRITORES QUE PARTICIPARAM DESTE LIVRO E OS AMIGOS E FAMILIARES QUE COMPARECERAM EM MASSA NA NOITE DE ONTEM E COMECINHO DO DIA DE HOJE EM MEU ATELIÊ.


SINTAM-SE TODOS ABRAÇOS.





















































As imagens abaixo foram tiradas pela fotógrafa Sônia Zafalon














ADQUIRA O SEU EXEMPLAR DA COLETÂNEA "TANTAS PALAVRAS" encaminhando um e-mail para: aluceni@hotmail.com, com seu nome completo, endereço. O valor do exemplar é de R$ 30,00, já com despesas de correio.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O PALHAÇO


Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com



Melancólico, mas não dramático.

Cômico, mas não espalhafatoso.

O filme “O palhaço”, com direção de Selton Mello e atuação dele próprio com Paulo José nos papéis principais, é um daqueles filmes que a gente não sabe se ri ou se chora – ou se faz os dois ao mesmo tempo.

Os contrastes estão presentes o tempo todo no filme: a tristeza com a alegria, o choro com o riso, a penumbra com a claridade, a velhice com a infância, a frustração com a esperança...

“Esperança” é o nome da trupe que sai Brasil à fora em busca de fazer os outros rirem e, conforme pergunta Benjamin, personagem de Selton Mello, “quem irá fazer agente rir”? A resposta está no próprio nome do circo: esperança. É a esperança de que pode haver um mundo melhor, com pessoas mais desprovidas das vaidades exageradas, com pessoas que interpretem papéis mais amenos e doces, mas que também não deixem de ser humanas com suas qualidades e erros, com suas limitações.

Várias imagens me vieram à mente enquanto assistia ao filme. Uma delas foi pinturas de Magritte, quando se retrata de costas, sem identidade alguma. E não é que “identidade” é uma outra palavra forte no texto? Sim, porque é em busca de sua “identidade”, metafórica e literalmente falando, que Benjamin criará um hiato de envolvimento com o grupo para, depois, retornar triunfalmente.

Há, ainda, a presença constante da imagem de “ventilador” costurando todo o filme. E é justamente nos momentos de maior tensão (e também de alívio) que o tal, ou tais, ventilador irá aparecer. De parede, de teto, portátil, grande e pequeno... Mas ele, Benjamin, não consegue comprá-lo. Não tem identidade para, se quer, pagá-lo a prestações. Mas um homem precisa ter um ventilador.

Um ventilador para arejar as ideias. Um ventilador para aliviar o calor que faz a gente suar, passar mal, ficar com a cabeça quente. É preciso um ventilador para sacudir e levar a poeira para bem longe e destampar nossas narinas, aliviar nossa visão. É preciso um ventilador para fazer girar as ideias, fazer girar o mundo também.

Hoje tem espetáculo? Tem, sim senhor! E que espetáculo! Um filme simples, com atores para lá de especiais, num pedaço de terra simples das Gerais. Um espetáculo de fotografia: as cenas são meticulosamente enquadradas, coloridas de modo a destacar os aspectos poéticos do filme. Um espetáculo de interpretação: Selton Mello e Paulo José foram envolvidos numa química muito intensa na feitura do filme. Em ambos os atores, a emoção à flor da pele. Talvez no velho ator com maior intensidade, mas o contraste com a tenacidade do jovem ator e o intercâmbio de experiências é o que traduz no que se constitui o filme.

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e Diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O PODER DAS PALAVRAS


PREZADO PROFESSOR LUCENI, TALVEZ VOCÊ NÃO SE LEMBRE DE MIM!

EU SOU A PROFESSORA SILMARA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL, E NO MÊS DE AGOSTO TIVEMOS UMA FORMAÇÃO CONTIGO NA ESCOLA FRANCISA DE ARRUDA FERNANDES.

EU SOU UMA PESSOA APAIXONADA PELAS PALAVRAS, ADORO BRINCAR COM ELAS E TRANSFORMÁ-LAS EM MENSAGENS E POESIAS. SOU UM POUCO LOUCA!

DEPOIS DO DIA EM QUE VOCÊ NOS DEU AQUELA FORMAÇÃO, NUNCA MAIS LHE ESQUECI, POIS É COMO SE TIVESSE APARECIDO NO MEU CAMINHO PARA MOTIVAR-ME!

OBRIGADA PELO LIVRO OUTROS OLHARES, O MEU MARIDO JÁ DEU CONTA DE LER TUDO. EU ESTOU MUITO ATAREFADA, MAS LOGO IREI ME DELICIAR COM ESSA LEITURA.

GOSTARIA DE FAZER UMA HOMENAGEM A VOCÊ!

HÁ TRÊS ANOS O JORNAL FOLHA DA REGIÃO REALIZA O CONCURSO COISAS DE SACI. DE CERTO VOCÊ O CONHECE! EM TODAS AS VEZES OS MEUS ALUNOS ESPECIAIS PARTICIPAM, ISSO JÁ HÁ DOIS ANOS, E A HISTÓRIA DE UM DELES FOI ESCOLHIDA, MAS ESSE ANO NENHUM DELES CONSEGUIU, SÓ QUE O IMPORTANTE É QUE PARTICIPARAM!

E, PENSANDO NO SEU AMOR PELA LITERATURA E PELO QUE É BELO, EU RESOLVI PARTICIPAR NA CATEGORIA LIVRE, E A MINHA HISTÓRIA FOI ESCOLHIDA!
QUERO DEDICÁ-LA A VOCÊ E A TODOS QUE AMAM AS PALAVRAS E AO PRÓXIMO!
CARINHOSAMENTE,

SILMARA ALVES CORTEGIPE