segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Quem quer pão?

Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com

A primeira coisa que fiz ao acordar no domingo foi comprar pão. Ou melhor: querer comprar pão. Na primeira, estava fechada. Na segunda, uma fila danada e quando chegou a minha vez:
-  Acabou!
- Como assim, acabou?
- Acabou. Estamos com outros na câmara fria, daqui meia hora, mais ou menos, tem pão fresquinho.
Daqui uma meia hora?!... É ruim, hein, Cleonice!!!
Na terceira, a fila já se estendida até a calçada. Aí me fez lembrar os anos de recessão vividos pelo Brasil na era Sarney (e “era” não é um exagero quando nos referimos ao Sarney, não é mesmo?!). Minha mãe e meu pai, cada qual num ponto da fila pra poder pegar, cada um, mais um litro de leite, ou uns quilinhos de carne a mais... Afinal, sete pessoas numa casa não podiam passar apenas com o que liberavam por pessoa.
Depois da terceira, meu amigo, desisti de pão. Voltei para casa só com a vontade de comer pão fresco. Aí todo mundo:
- Cadê o pão?
- Sei lá, acho que os padeiros resolveram acordar mais tarde hoje.
Você vai me dizer que também os padeiros têm direito de acordar mais tarde depois de festas de final de ano. Você certamente está pensando que eu sou um cruel achando que em plena dez horas da manhã o pão era pra estar pronto e fresquinho para eu comprar, não é mesmo? Mas não são os ócios do ofício? Também não estão os policiais e médicos de plantão? Também não estão os pilotos, comissários de bordo, maquinistas e tantos outros motoristas que fazem com que o mundo não fique parado nas festas e feriados? Ora! Então, queria comprar pão também logo no dia de natal!
Tá bom, há um pouco de exagero, sim. Afinal, qual diferença entre deixar de comer um pãozinho francês num ou noutro dia do ano, além de contribuir para a diminuição de calorias?
Em casa, peguei um pão italiano adormecido, cortei-o em fatias, derreti dentes de alho nelas e levei tudo ao forno com fios de azeite. Alguns minutos depois e... pronto! deliciosas torradas, acompanhadas com leite com café.
Fiquei feliz com o resultado. Também acho que os padeiros ficaram felizes em poder acordar mais tarde um pouquinho. É, o espírito natalino realmente faz coisas com a gente!
AQUELE ABRAÇO! Para o Marquinhos e para Márcia do Restaurante do Ginásio. Espero que tenham gostado do texto, meninos. Afinal de contas, comida é vossa especialidade.

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

NÚCLEO UBE: última reunião ordinária e confraternização


A ÚLTIMA REUNIÃO ORDINÁRIA DO NÚCLEO UBE ARAÇATUBA E REGIÃO, ASSIM COMO NAS DEMAIS, FOI MARCADA POR MUITA DISCUSSÃO LITERÁRIA E CONFRATERNIZAÇÃO ENTRE OS PARES.

A REFLEXÃO E CONDUÇÃO DOS TRABALHOS FICOU POR CONTA DA CONFREIRA MARILURDES MARTINS CAMPEZI, LULA, QUE DISCUTIU A OBRA DO CONFRADE JORDEMO ZANELI JUNIOR, A GAROTA ROCKSTAR, RECENTEMENTE LANÇADA PELA EDITORA SOMOS.

O ATELIÊ ANTONIO LUCENI GANHOU ARES DE ESTÚDIO, COM MICROFONES E CÂMERA, COM ASSISTENTE DE SOM E TUDO O MAIS. É QUE O ESCRITOR, AUTOR DA REFERIDA OBRA, OPTOU POR GRAVAR A EXPLANAÇÃO DE LULA E OS COMENTÁRIOS E OBSERVAÇÕES FEITAS PELOS COLEGAS DE NÚCLEO A RESPEITO DE SEU LIVRO.

NO FINAL, TODOS PARTICIPARAM DE UM CHÁ, ACOMPANHADO DE BOLOS, DOCES, SALGADOS E UM FRISANTE MARAVILHOSO PARA ALIVIAR UM POUCO DO CALOR QUE ESTAVA DERRETEDOR.

FICAMOS FELIZES EM ENCERRAR O ANO COM CHAVE DE OURO PARA O NÚCLEO UBE ARAÇATUBA E REGIÃO QUE, EM TÃO CURTO ESPAÇO DE TEMPO, PARTICIPOU DA 21ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO, PROMOVEU UM ENCONTRO REGIONAL DE ESCRITORES (ENESIAR), PARTICIPOU DO 5º CONGRESSO BRASILEIRO DE ESCRITORES NA CIDADE DE RIBEIRÃO PRETO/SP, LANÇOU UMA COLETÂNEA COM TEXTOS DE SEUS MEMBROS E DE OUTROS ESCRITORES DE VÁRIOS MUNICÍPIOS E ESTADOS BRASILEIROS, ALÉM DE PARTICIPAR COM REPRESENTAÇÕES DE MEMBROS POR OUTRAS TANTAS FEIRAS DE LIVROS, PALESTRAS, SIMPÓSIOS, ENTRE OUTRAS AÇÕES QUE DIVULGAM A LEITURA, A LITERATURA E O LIVRO.

GOSTARÍAMOS DE AGRADECER, MAIS UMA VEZ, AO NOSSO PRESIDENTE JOAQUIM MARIA BOTELHO E AO DIRETOR DE INTEGRAÇÃO NACIONAL, MENALTON BRAFF, PELA CONFIANÇA DEPOSITADA EM NÓS E PELA INICIATIVA DE TEREM CRIADO E IMPLANTADO OS NÚCLEOS PELO BRASIL. EM NOME DA COMUNIDADE LITERÁRIA DE ARAÇATUBA E REGIÃO E, EM ESPECIAL, DOS MEMBROS DA UBE PERTENCENTES AO POLO DE ARAÇATUBA E REGIÃO, MUITO OBRIGADO.







segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Que presentes dar? Que presentes receber?

Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com

Mais um ano se vai e outro se aproxima. É momento de reflexão e balanço do tempo percorrido, por nós chamado 2011, e também de renovar as esperanças e acreditar em mais uma nova parcela da vida, a que estamos chamando 2012.

Também neste tempo há a preocupação em agradar, ainda que as motivações sejam questionáveis. E tudo isso para quê?

A festa, a meu ver, deveria ser para lembrarmos que o homem mais importante da história, que a dividiu em antes e depois dele, ao menos para nós, cristãos, veio a este mundo e nos ofereceu o maior e melhor presente para nossas vidas: Ele próprio, o verbo encarnado, o pão vivo que desceu dos céus para nos alimentar, a fonte inesgotável de água viva que mata a nossa sede, o vinho novo que alegra nossa festa, o maná do deserto que provê todas as nossas necessidades.

E o que oferecemos de volta para Jesus? Comunhão com nossos irmãos de sangue, do trabalho, do dia a dia que nos tira o brilho no olhar, por vezes, maculado pelo desgaste físico, pela incompreensão, pelo descaso? Compaixão pelos menos favorecidos, pelos que sofrem injustiça, pelos que não têm nem o que comer e vestir, ou que ficam numa fila infindável para receber migalhas da saúde, da educação, do emprego?

É tempo de festa, mas o aniversariante ainda está por receber os presentes. É aniversário e não amigo secreto! Estamos preocupados em nos presentear com casa nova, móveis novos, roupa nova, eletrodomésticos e tantas outras quinquilharias que, no final, só servem para depósito de poeira. Estamos preocupados com a quantidade de comida que será comprada, com os tons dos guardanapos e das flores sobre a mesa, com a quantidade de engradados de cerveja e tudo o mais, mas não nos lembramos Dele, o aniversariante.

Que presentes dar? Que presentes receber?

Não vou ficar com hipocrisia e dizer que também não gosto das comidas fartas e dos presentes de bom gosto. Mas isso, de fato, não é o essencial. Já passamos, eu e minha família, por natais mais magros, com poucas coisas sobre a mesa, mas conservamos sempre, e até hoje é assim, o espírito de agradecimento, de comunhão uns com os outros, do respeito e admiração que temos entre nós.

O exercício de dar e receber presentes acontece o ano todo: com os socorros que prestamos uns para com os outros, nos telefonemas e bilhetes de apoio e estímulo, em nossas reuniões semanais para jogar conversar fora e colocar as ideias em dia, com as risadas dos erros e acertos de cada um, e também com as irritações, com o olhar mais ácido e criterioso, peculiar de nossas personalidades, para tudo que achamos injusto, incoerente, desrespeitoso.

Nos presenteamos diariamente, durante todo o ano, e oferecemos nossas ações de respeito, amizade, compaixão, justiça, verdade ao nosso presente maior: Jesus Cristo, nosso Senhor e Rei, amado nosso, autor e consumador de nossa fé, Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da Paz.

Feliz natal para você e sua família. Que o ano de 2012 seja repleto de bênçãos em vossas vidas e que a presença do maravilhoso presente, que é Jesus, seja algo perseguido diariamente por todos nós.

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e Diretor da União Brasileira de Escritores - UBE.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

EM QUE BERÇO VOCÊ NASCEU?

Por Deise Machado*


Quando pensamos nessa palavra, por vezes ela implica muitas interpretações: BERÇO.

Dizemos: “Fulano nasceu em berço de ouro!”, ou também “Educação vem de berço”.

Sabemos hoje em dia, da importância do berço, não só das suas inúmeras conotações, mas também do móvel propriamente dito. O berço como lugar de descanso, de aconchego, de renovar as energias do bebê, depois de um intenso dia de fazeres e brincadeiras.

No entanto, ainda existem pessoas que enxergam o berço (o móvel), como um lugar para cercear apenas a criança, deixando-a impedida de ser livre, de andar, engatinhar, tocar objetos, enfim, de ser criança. Nesse período da vida, como bebês curiosos e ávidos pelo novo, pela curiosidade, pelo toque dos objetos em seu entorno, as crianças necessitam reconhecer o berço como espaço de aconchego e de descanso. Um lugar especial onde ele queira estar e não onde seja obrigado a ficar. O berço não pode e não deve ser visto como um lugar de castigos, de punições. Berço é afeto. É um espaço individual onde o bebê tece vínculos emocionais, por reconhecer como seu espaço, seu cheiro e onde tenha vontade de ficar. Muitos de nós já tivemos também nossos berços. Muitos de nós tivemos oportunidades de ser educados, acariciados e embalados com cantigas de ninar em um berço. Por isso, o móvel é tão essencial e pertinente nessa faixa etária da vida, por isso as suas grades, para zelar pela segurança física do bebê. O berço é parte significativa da primeira infância.

Ao nascer, Jesus, num estábulo, junto aos animais, sua mãe Maria quis aconchegá-lo em um lugar: um berço. Contudo, devido às condições daquele momento, tal vontade foi impossível. Como mãe zelosa que era, Maria coloca-o em uma manjedoura, uma espécie de tabuleiro fixo onde se põe a comida dos animais. Isso é exemplo de pura ternura, de amor maior. Ainda enrolado em panos, acabara de nascer o Salvador do mundo, e Ele precisou de um berço, precisou daquela condição de bebê para aconchegar seu pequeno corpo em algum lugar. Se até Jesus precisou de um berço como local de cuidados e carinhos, por que não fazemos o mesmo? Por que imaginar o berço como local de isolamento e impedimento?

Nossas crianças que ainda necessitam de um berço, deve enxergá-lo como objeto de vida e não de sofrimento, de tormentas por algum castigo ou punição. Nossos bebês merecem ter a cada dia a vivência de suas próprias inquietudes de crianças, sem imaginar que serão castigadas sendo colocadas dentro de um berço, para fazê-las parar por alguma traquinagem.

O berço é permeado de significados. Repleto de informações, crenças, valores e principalmente da visão que temos sobre a criança e infância. Berço é espaço de crescimento saudável. Crescer em berço de ouro realmente não é pra muitos. Mas crescer em berço repleto de amor, afeto, ternura e respeito, é algo que devemos almejar e praticar com todas nossas crianças. O berço é e sempre será espaço para a vida!


Deise Machado é Orientadora Pedagógica de Educação Infantil, da Secretaria Municipal da Educação - Araçatuba/SP.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

TROFÉU CAINGANGUE IV

Além dos premiados, a cerimônia contou com a presença de familiares e funcionários do executivo e legislativo. A maior representação foi do legislativo, com cinco vereadores presentes.

Todos ao som do Hino Nacional, seguido pelo Hino de Araçatuba, sob as vozes das crianças da EMEB José Machado Neto. Em primeiro plano os troféus "Caingangue e, ao fundo, os homenageados.

(e/d) Maria Aparecida dos Santos Veronezi (Câmara Municipal), Hercílio Galdino da Gama (DAEA), Ignêz Aparecida Bertoloti (Secretaria da Cultura), Elaine Cristina de Alencar (Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação) e Antonio Luceni (Secretaria da Educação).

Recebimento do prêmio pelas mãos do Presidente da Câmara Municipal de Araçatuba, Cido Saraiva.

Com o troféu, ladeado pelas vereadoras autoras do projeto, Durvalina Garcia (esquerda) e Edna Flor (direita).

Entre as vereadoras autoras do Troféu Caingangue e o Presidente da Casa.

Em momento descontraídos, mas também de reflexão profunda sobre a ação dos artistas locais e a importância que deve ser dada pelos gestores públicos do executivo e legislativo para com os produtores culturais do município.


Os homenageados e a artista plástica responsável pelo troféu (de branco), Margareth Martins.

Homenageados entre vereadores e demais autoridades presentes.


Créditos das imagens: Ângelo Cardoso

domingo, 11 de dezembro de 2011

TROFÉU CAINGANGUE III

Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com

Na última sexta, nove de dezembro, aconteceu a premiação do “Troféu Caingangue 2011”. O prêmio é uma iniciativa da Câmara Municipal de Araçatuba, e foi instituído no ano de 2003, a partir de resolução de autoria das vereadoras Edna Flor e Durvalina Garcia. O objetivo do prêmio é o de valorizar e estimular as ações ligadas às artes, cultura e esporte entre os funcionários públicos municipais da Prefeitura, DAEA e Câmara Municipal. O nome do troféu faz alusão à tribo indígena que habitou a região noroeste paulista no passado.
 Este ano foram premiados Antonio Luceni, Escritor e Artista Visual (Secretaria da Educação); Ignêz Aparecida Bertoloti, pianista e soprana do Coral Madrigal Paralelus (Secretaria de Cultura); Elaine Cristina de Alencar, participante do Grupo Experimental da Academia Araçatubense de Letras (Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação); Hercílio Galdino da Gama, artesão escultor (DAEA) e Maria Aparecida dos Santos Veronezi, atriz (Câmara Municipal). O prefeito esteve representado por secretário municipal e as demais secretarias da prefeitura não enviaram representantes. A Câmara, por sua vez, contou com as presenças, além das autoras do prêmio, de seu presidente, Cido Saraiva, e dos vereadores Dr. Nava e Tieza.
A cerimônia foi costurada por vídeos que mostraram um pouco do cotidiano dos homenageados, bem como as várias atuações que têm nos campos da arte, da cultura e da literatura. Em seguida, cada um dos vereadores presentes pode deixar sua mensagem de apoio e respeito pelas artes e pela cultura de modo geral, bem como destacar a importância da valorização do funcionário público como um indivíduo sensível e comprometido com o humano, sendo um grande colaborador a prática e o exercício da produção artística, seja ela qual for. Também foi oportunizado que os homenageados se manifestassem sobre quaisquer aspectos que tivessem relação com o prêmio, o que foi feito por todos eles. Eu, particularmente, destaquei sobre a felicidade de cada um de nós que recebemos o prêmio, mas procurei enfatizar que, além de sermos, nós artistas, reconhecidos publicamente pelo que fazemos – o que já é um grande avanço – precisamos ser prestigiados em nosso dia a dia, em todos os dias do ano e de forma profissional, sugerindo que os vários poderes ali representados (executivo, legislativo, judiciário e também a sociedade civil) se preocupassem em desenvolver políticas públicas de base que prestigiassem os produtores artísticos locais (escritores, músicos, atores, poetas, artesãos, artistas plásticos, entre outros) e que dessem a eles condições de sobrevivência a partir de sua própria arte.
Por último, a premiação foi efetivada, com cada um dos vereadores presentes entregando o prêmio aos homenageados e com todos se congratulando pela bela noite que ali ocorrera. Saímos de lá felizes e satisfeitos com o reconhecimento dado a cada um de nós. Por mais que prêmios e homenagens sejam coisas circunstanciais e que não integrem, a meu ver, a essência nem os objetivos de nossas ações enquanto produtores de arte, funciona, isso sim, como um combustível que nos impulsiona a seguir sempre em frente e a buscar fazer nossa arte com maior seriedade, afinco e na certeza de que bons frutos nascerão a partir dela, entre eles, e a meu ver o principal, a contribuição na constituição de uma sociedade mais justa, fraterna e criativa.
Gostaria de agradecer às várias manifestações de carinho deixadas no facebook, em meu blog e e-mail, além, é claro, das presenças in loco das queridas amigas Mara Alice Ribeiro, Vânia Galego, Cláudia Colli, Andreia e de minha família.

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e Diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

TROFÉU CAINGANGUE II


Fonte: Câmara Municipal de Araçatuba -  Assessoria de Comunicação: Suzy Faria / Foto: Angelo Cardoso - Data: 9/12/2011 21:57:51 
A Câmara Municipal de Araçatuba realizou sessão solene, na noite desta sexta-feira (09/12), para a entrega da quarta edição do Troféu Caingangue a cinco servidores públicos municipais envolvidos com a arte e a cultura. O presidente da Mesa Diretora, vereador Cido Saraiva (PMDB), abriu oficialmente o evento.
Os vereadores Dr. Nava (PSD), Edna Flor (PPS), Profª Durvalina Garcia (PT) e Tieza (PSDB) também participaram da cerimônia, que contou ainda com a presença do presidente do Sisema (Sindicato dos Servidores Municipais de Araçatuba), Denilson Pichitelli, e do secretário de Assuntos Jurídicos, Evandro da Silva, que representou o prefeito Cido Sério (PT).
“Agradeço aos vereadores por valorizarem nossos servidores artistas”, disse Pichitelli. “Essa é uma oportunidade para reconhecer e incentivar as aptidões culturais dos servidores. É uma atitude que enobrece o trabalho deles”, discursou Silva, destacando a atenção dispensada pela atual administração ao funcionalismo público municipal.
Dirigindo-se aos homenageados, a vereadora Edna Flor disse ter orgulho desses servidores. “Essa é uma noite de festa para todos nós, que amamos a arte”, completou a vereadora Profª Durvalina Garcia. Os vereadores Tieza e Dr. Nava também parabenizaram os servidores premiados.
Após a execução dos Hinos Nacional e de Araçatuba, foi exibido um vídeo de apresentação dos homenageados, produzido pela TV Câmara. Receberam o prêmio três servidores públicos da Prefeitura, um do Daea (Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba) e outra da Câmara, todos indicados pelos próprios colegas de trabalho, em votação realizada na última semana do mês de novembro.
Esculpido pela artista plástica Margareth Martins, o Troféu Caingangue 2011 homenageou:
- Elaine Cristina de Alencar – fiscal de obras particulares da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação e participante do Grupo Experimental da Academia Araçatubense de Letras;
- Antonio Luceni dos Santos – chefe de divisão do Departamento de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação, da Secretaria de Educação, escritor e artista visual;
- Ignêz Aparecida Bertoloti – telefonista da Secretaria de Cultura, pianista e soprana no Coral Madrigal Paralelus;
- Hercilio Galdino da Gama – segurança do Daea e escultor, e
- Maria Aparecida dos Santos Veronezi – assessora parlamentar no gabinete do vereador Dr. Nava (PSD) e atriz, que encerrou a sessão solene interpretando um monólogo sobre violência doméstica.
Criado em 2003 por projeto de resolução de autoria das vereadoras Profª Durvalina Garcia e Edna Flor, o Troféu Caingangue objetiva reconhecer as habilidades artísticas e culturais dos servidores públicos municipais. O nome do prêmio faz referência ao grupo indígena que povoou a região noroeste paulista no passado.  

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

TROFÉU CAINGANGUE I

PREZADOS AMIGOS E COMPANHEIROS DE BLOG,

É COM GRANDE ALEGRIA QUE COMPARTILHO COM VOCÊS DA MINHA INDICAÇÃO PARA RECEBER O TROFÉU CAINGANGUE 2011.

O PRÊMIO É OFERECIDO PELA CÂMARA MUNICIPAL DE ARAÇATUBA AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS MUNICIPAIS DA PREFEITURA, DAEA E CÂMARA COMO RECONHECIMENTO DE AÇÕES DESENVOLVIDAS POR ESTES LIGADAS À CULTURA E ESPORTE.

SÃO INDICADOS NOMES DE TODAS AS SECRETARIAS E DEPARTAMENTOS DAS REFERIDAS INSTITUIÇÕES E, APÓS SELEÇÃO, SÃO PREMIADOS CINCO.

RECEBEREI O PRÊMIO PELA ATUAÇÃO QUE MANTENHO NA CIDADE NAS ÁREAS DA LITERATURA E ARTES PLÁSTICAS.

A CERIMÔNIA DE ENTREGA DO TROFÉU ACONTECERÁ NA SEXTA-FEIRA, DIA 09 DE DEZEMBRO, A PARTIR DAS 20H, NA CÂMARA MUNICIPAL DE ARAÇATUBA, PRAÇA 9 DE JULHO, CENTRO.

OS QUE PUDEREM COMPARECER ME DEIXARÃO ALEGRE.

FORTE ABRAÇO E ATÉ LÁ!

ANTONIO LUCENI

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ATÉ QUANDO?

Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com

Até quando iremos conviver com a injustiça e o flagelo sociais e fecharemos os olhos para nossos semelhantes, estendendo-lhes a mão vez ou outra com um mísero trocado devolvido num bar ou lanchonete?
Até quando vamos nos achar “os melhores da terra” só porque promovemos esta ou aquela festa de caridade, este ou aquele sopão nos finais de semana, enquanto o povo pena o ano todo, comendo migalhas, enfrentando ônibus lotados, sujeitando-se aos sistemas públicos precários de saúde, educação, assistência social e outros?
Até quando vamos nos contentar com perfumarias culturais que privilegiam este ou aquele grupo social, a rigor de toga passada, com cheiro de naftalina, visto ser usada somente uma vez por ano para fins de coluna social?
Até quando vamos nos associar a políticos corruptos, delegando a eles poderes por meio de nossos votos e, durante todo o mandato, sequer cobrarmos deles atitudes mais corajosas com relação à melhoria das condições materiais e imateriais de nossa cidade?
Até quando iremos ficar anestesiados frente ao desespero de pais e filhos que veem seus entes queridos serem arrancados de seu meio por causa da violência e do tráfico de drogas, infelizmente, tão presentes na sociedade de hoje?
Até quando vamos cruzar os braços ou balançar os ombros diante do preconceito, seja por conta da cor da pele, da orientação sexual, das condições financeiras, das limitações físicas ou intelectuais, do credo religioso ou de qualquer outra prática que faz do ser humano algo único, individual, especialmente útil e distinto em sociedade?
Até quando nossas crianças, adolescentes e jovens vão ficar perambulando pela cidade ou trancafiados dentro de suas casas porque não têm atividades de esporte e arte para praticarem e, quem sabe, fazer disso desejo futuro com práticas sociais mais humanas, mais produtivas, mais solidárias, mais criativas e saudáveis?
Até quando nossos jovens deixarão de ser encarados apenas como “o futuro” de nossos País e terão maior envolvimento nas políticas públicas e grupos sociais a que pertencem, opinando, dirigindo ações e definindo os modos de vida e como seus bairros e cidades precisam ser?
Até quando nossas famílias morarão em lugares perigosos, submetidos a toda sorte de intempéries, desprovidas de uma casa que possam chamar de sua, com praças e outros equipamentos nos quais usufruam do final da tarde brincando com seus filhos ou dos finais de semana desfrutando da sombra de uma árvore e da companhia dos vizinhos?
Até quando ficaremos órfãos das letras, sem bibliotecas nos bairros ou com elas sucateadas em escolas, sem acesso diário ou aos finais de semana, e sob a boa vontade de alguém que detém “as chaves do conhecimento”?
Até quando ficaremos cristalizados, vendo os preços subirem diariamente, impostos e mais impostos sendo criados ou aumentados seus valores e o salário cada vez mais baixo e insignificante?
O certo é: quanto mais tempo demorarmos para agir, mais escravos deste sistema capitalista imperialista seremos. Quem quer mudar esta realidade?

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e Diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PARA DE REBOLAR, MENINO

Antonio Luceni

 
Foi Vinicius, eu acho, que prestou atenção num jeito todo especial de andar numa tal garota de Ipanema. Mas não foi somente ele, não. Muitos outros poetas e músicos se engraçaram pelas curvas e remelexos dos quadris femininos, como numa dança hipnotizante a conquistar marmanjões de todas as espécies. E como rebolam quando buscam suas “vítimas”!

Também o malandro é reconhecido pelo seu gingado. Só que aí o remelexo desloca-se da região da cintura e sobe para região dos ombros. É um mix de tudo: o remelexo começa nos pés, levemente entortados para gerar um pouco de desequilíbrio e, como abalo sísmico ou onda do mar, começa tímido, quase imperceptível e, quando vemos, produz aquele gingado todo que é peculiar do bom malandro.

Há, ainda, um rebolado caricato, algo mais grotesco, a meu ver, mas que virou moda – e no pior sentido da palavra – nos programas televisivos brasileiros de tevê aberta (e também, em menor escala, nas pagas): a abundância de bundas num chacoalho frenético de mulheres frutas, tais como Pera, Maçã, Melancia e outras mais. Mesmo quem gosta das “frutas”, passada a euforia, metem o pau nelas!. “E se fosse sua irmão ou mulher, aceitaria?”. A resposta é direta: “Lógico que não!”. Então, definitivamente, não é algo que aprovam.

Para mim, um garoto de cinco ou seis anos, o que seria rebolar? Sinceramente, não sei. Aliás, nem fazia distinção entre os modos de andar. Andar para mim era simplesmente andar. Mas aquele “Para de rebolar, menino. Ande feito homem” soou forte o bastante para me fazer começar a prestar atenção nos jeitos de andar. “Como seria andar feito homem?”, “O que determina nosso jeito de andar? É a ossatura? É algum componente cerebral?”; várias perguntas passaram a orbitar em minha mente. (Até hoje não descobri o que determina o jeito de andar da pessoa. Se alguém souber, conte pra mim).

Logo de cara percebi que as mulheres rebolam mais, mesmo. Sobretudo quando já têm os quadris avantajados. Mas também vi homens rebolando, ainda que de leve, mas rebolavam também. E olha que eram homens homens, com jeitão de homem, bocão de homem, vozerão de homem e com uma sede de “Chapeuzinhos” de lascar. Mas... rebolavam!

Depois da fase da observação externa, fui me observar no espelho. Ou melhor, fui tentar me observar no espelho. A dificuldade já era em não ter espelho de corpo inteiro em casa. Então, tentava me virar – e isso tudo escondido, é claro, não podia “dar bandeira” porque aí é que minha masculinidade seria colocada em xeque – com o que tinha. Mas era complicado porque quando me virava para olhar no espelho como estava andando, a própria posição do corpo já mudava tudo.

E assim foram anos e anos de tentativas: andar mais duro um pouquinho, mudar a posição dos pés para alterar o ritmo do corpo, fazer de conta que estava machucado para “camuflar” a situação, até “corrente de oração” cheguei a fazer para mudar meu jeito de andar (e depois, de falar, de ser, de agir, de pensar...). Mas nada adiantou.

Passar em rodas masculinas, sobretudo com quatro ou cinco integrantes, era uma tortura. Porque era só passar e já esperar os risos, as piadinhas e, muitas vezes, os xingamentos. Fazer o quê? Encarar a todos? Brigar com todo mundo? Não era (e ainda não o é) razoável e inteligente. “Se ao menos andasse como todos, não passaria por isso”, pensava.

Até hoje meu andar é motivo de comentários. Os depreciativos continuam e procedo do mesmo modo: se puder evitar uma roda eminentemente masculina evito, mudo de calçada, ando bem rápido. Por esses dias mesmo passei por isso na rua, com dois jovens universitários gritando em plena luz do dia palavras quaisquer de ofensa para mim, sem ao menos eu me referir a eles.

Mas é preciso caminhar. É preciso ir adiante. Ainda que os passos de alguns estejam enterrados no primitivismo, é preciso caminhar e fazer com que a humanidade caminhe também, a passos largos, rebolando ou não, para chegarmos – se Deus quiser – num mundo melhor.

 
Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.


domingo, 20 de novembro de 2011

TANTAS PALAVRAS... e tantas alegrias


Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com

De quantas palavras somos formados?
Aliás, você já tinha notado que somos palavra? Sim, porque pensamos a partir de palavras, nos comunicamos por meio de palavras, resgatamos nosso passado com palavras e no futuro é projetado tendo as palavras como alicerce. Portanto, quais são as palavras que nos formam?
Cada um de nós tem um vocabulário particular com o qual se relaciona melhor e, também, com o qual não quer muito chamego, não! Por exemplo, gosto muito das palavras “carambola” (apesar de não gostar da fruta), “bambolê”, “paralelepípedo”, “formidável”, “conclusão”... porque elas ficam dando cambalhotas e pulos na boca da gente. Gosto também de palavras que trazem paz e segurança pra gente, como “Jesus”, “harmonia”, “amizade”,
“solidariedade”, entre outras. Das que não gosto, prefiro não citar, já que as considero tão ruins que, ao pronunciá-las, sei lá, dá um negócio ruim na gente...
É legal receber uma palavra amiga de conforto numa ocasião terrível da vida da gente, não é mesmo? Às vezes, uma palavra muda tudo em nosso dia, coloca a gente pra frente, faz a gente se reanimar, começar tudo do zero só para ter o prazer de fazer bem feito. Já diz a sabedoria popular, “às vezes por falta de um grito, perde-se uma boiada”. “Um grito” é uma palavra doida, desesperada!
Tem palavra que é tão bem arranjada, colocada uma ao lado da outra, que fica um negócio tão legal, mexe tanto com a gente, com sentimentos que a gente nem sabia que tinha que chamamos esses arranjos de palavras de POEMA. Coisa linda de se ler. Olha só: “A brisa vaga no prado/ perfume nem voz não tem/ quem canta é ramo agitado/ o aroma é da flor que vem”. Estes versos são do poeta Almeida Garret. Não são lindos?
E quando a gente junta um monte de gente que usa da palavra para se comunicar de forma literária? Fica uma beleza só, não é mesmo? Foi o que aconteceu com a antologia de contos e crônicas organizada por mim para o Núcleo da União Brasileira de Escritores de Araçatuba e região. Foram selecionados 32 textos, cada qual correspondente a um autor e, juntos, formam uma antologia denominada “Tantas palavras”.
São textos de um valor estético e literário singular e que pode ser adquirido em Araçatuba na Livraria Educação e Cultura – MEC, no Mercadão Municipal. Ou, para quem não reside em Araçatuba, por meio do e-mail aluceni@hotmail.com, indicando no e-mail o pedido do livro, nome completo, endereço para envio do livro e depósito no valor de R$ 30,00, já com as despesas de correio.
Em sua maioria, são textos de autores de Araçatuba, mas também há escritores de outros municípios e até de outros três estados diferentes. É a magia da internet possibilitando esse intercâmbio a partir da veiculação no blog da instituição regional, www.blogdaube.blogspot.com.
Compre, leia, prestigie e divulgue. Vamos juntar nossas tantas palavras a outras tantas palavras dos vários autores que compõem essa antologia.

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.


DE FATO É PRECISO MUITAS PALAVRAS PARA DESCREVER A EMOÇÃO QUE SENTI EM REUNIR TANTAS PESSOAS GENIAIS, AMIGOS SINCEROS E ESCRITORES DE PRIMEIRA.
O LANÇAMENTO DA COLETÂNEA "TANTAS PALAVRAS" FOI MESMO UM SUCESSO.

GOSTARIA DE AGRADECER VIVAMENTE AOS ESCRITORES QUE PARTICIPARAM DESTE LIVRO E OS AMIGOS E FAMILIARES QUE COMPARECERAM EM MASSA NA NOITE DE ONTEM E COMECINHO DO DIA DE HOJE EM MEU ATELIÊ.


SINTAM-SE TODOS ABRAÇOS.





















































As imagens abaixo foram tiradas pela fotógrafa Sônia Zafalon














ADQUIRA O SEU EXEMPLAR DA COLETÂNEA "TANTAS PALAVRAS" encaminhando um e-mail para: aluceni@hotmail.com, com seu nome completo, endereço. O valor do exemplar é de R$ 30,00, já com despesas de correio.