domingo, 17 de janeiro de 2010

O HAITI É AQUI...


PARECE MESMO QUE 2010 NÃO ESTÁ MUITO BEM... AINDA SOB O LUTO DE ANGRA, SÃO PAULO E MINAS ACONTECE ESSA DESGRAÇA NO HAITI...

O HAITI É AQUI: QUANTOS BRASILEIROS MORRERAM LÁ E AINDA HÁ DESAPARECIDOS BRASILEIROS.

NA PERDA, NOSSA GRANDE REPRESENTANTE É A DRA. ZILDA ARNS. EXEMPLO DE MULHER, DE SER HUMANO, DE CRISTÃ, DE CIDADÃ BRASILEIRA...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009










NESTA SEMANA FIQUEI MUITO FELIZ COM DUAS AQUISIÇÕES: MINHA BIBLIOTECA PARTICULAR E A OBRA POÉTICA COMPLETA DE JOSÉ PAULO PAES. TÃO FELIZ AINDA FOI "DESCOBRIR" UM POEMA DELE CHAMADO "ARAÇATUBA" E SABER QUE ELE PASSOU POR ESSAS TERRAS.
ESTOU MUITO ENTUSIASMADO A PESQUISAR SOBRE ISSO.

domingo, 1 de novembro de 2009

MINHA GENTE!

Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com
www.antonioluceni.blogspot.com


Meu entusiasmo era tão novo quanto à nova vida que se apontava para mim e meus colegas. Oriundos de um vestibulinho concorrido à época entre tantos jovens e adolescentes que queriam seguir a carreira do magistério.
Passado o sufoco da seleção e a alegria de ver o nome numa primeira lista de aprovados viriam certamente outras dúvidas: Será mesmo que irei me adaptar numa escola de tempo integral com tantas coisas pra ler e escrever? Tantos trabalhos para apresentar?
Igualmente enigmáticos eram os professores. Mas uma, em especial, chamou-me a atenção pela postura que mantinha e modo como lecionava: Cleonice Guedes Pavan.
A D. Cleonice – como a chamávamos – foi daquelas mestras que não era das mais populares frente aos alunos, não. Suas brincadeiras com a turma eram muito restritas. Um sorriso aqui outro acolá... pontuais, discretos... como ela gostava de ser. Mas nem de longe isso significava antipatia ou mau humor. Preenchia todo o tempo da aula com seus ensinamentos, com sua erudição, com sua intelectualidade. Seu compromisso conosco era principalmente profissional. Sabia onde queria chegar.
Assim como em qualquer relação, tivemos nossos impasses, mas todos eram resolvidos com muito respeito e pondeção. Toda nossa turma teve o privilégio de caminhar com ela durante os quatro anos do magistério.
Grande parte do meu entusiasmo em cursar Letras e me aprofundar na Língua Portuguesa deve-se ao modo como essa querida professora desenvolveu o seu trabalho.
Quem passa por ela a admira muito. E isso não é algo forçado, caricato... ela é assim: gentil, mas não melosa; entusiasmada, mas não eufórica, inconsequente; cordial e profissional ao mesmo tempo.
Sei que, em muitos casos, os adjetivos não significam muitas coisas, mas não há como omiti-los.
Um forte abraço do seu sempre aprendiz, Antonio.

Antonio Luceni é professor universitário e escritor, membro da União Brasileira de Escritores – UBE.

domingo, 25 de outubro de 2009

O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS...


Minha história de leitura é muito parecida com a de milhões de brasileiros que, infelizmente, não tiveram nem terão acesso a esse universo que, em minha opinião, é dos mais significativos e importantes: o da leitura.
O primeiro livro que ganhei na minha vida foi um que descrevia o processo de fabricação de azeite de forma artesanal. Meu pai o encontrou jogado no departamento de deteriorados do Shopping Eldorado em São Paulo e o trouxe para mim. Um livrinho bobo, de um assunto desinteressante (acho que quando comecei consumir azeite de verdade já estava com os primeiros fios de barba), mas que marcou meu contato com esse objeto. Levava-o para cima e para baixo sob o braço, como um troféu.
Depois, vieram outros por intermédio da escola – bem poucos é verdade, mas que mexeram comigo de formas diferentes. Um dos que li por iniciativa própria e que até hoje nunca consegui me desligar dele foi o Pequeno Príncipe do francês Antoine de Saint-Exupéry. “O essencial é invisível aos olhos”, “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, entre outras frases e pensamentos ficaram imortalizadas na voz dessa personagem. Cada vez que releio esse livro algo novo brota dele para dialogar comigo.
Acho que me identifiquei com o menino loirinho, que sai pelo universo viajando e conhecendo os mais peculiares lugares e interessantes pessoas... Com o menino que tem uma rosa de estimação (já falei também do meu apreço por plantas, principalmente por flores!) e que sempre está aberto para o novo, para as pluralidades da vida...
Em São Paulo, no Parque do Ibirapuera, até 20 de dezembro acontece a exposição “O Pequeno Príncipe na Oca”, em comemoração ao ano da França no Brasil e em homenagem aos 66 anos da publicação da referida obra. Estive lá. Está maravilhosa. Desde a entrada os visitantes são surpreendidos com a compra do ingresso que sugere uma passagem área. Durante toda a mostra há espaços interativos em que visitantes e personagens se confundem...
Senti-me criança outra vez e, como eu, outros adultoinfantes enchiam a Oca. Autor e personagem são apresentados ao público pela a paixão que lhes é comum: viajar. E nessa viagem também somos passageiros dos dois: nas aventuras de cada um deles, na paixão que têm pelo ser humano, pelo planeta terra e tudo que nele há.
Foi muito bom ter mais esse tipo de contato com o livro. Se já o amava de paixão, agora ainda mais. Porque, como dito, o essencial é invisível aos olhos.

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor, membro da União Brasileira de Escritores – UBE.

domingo, 11 de outubro de 2009

Criança é demais!!!


Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com
www.antonioluceni.blogspot.com

“Criança é demais... eu fui aprendendo com elas, aprendendo, aprendendo...”
Tatiana Belinky

Não, não sou o lobo mau!!! Por mais cacófano que o título possa ser!!! A ideia é pensar a vida a partir da ótica de uma criança, mas sem ser Peter Pan...
Ser uma criança no olhar limpo. Já reparou como criança se interessa por tudo? Qualquer coisa, por mais estranho e desinteressante que seja pra nós. Daí surgem perguntas que a gente não sabe muito bem como responder. Por isso penso que devemos imitá-las nesse sentido e conservar nosso olhar limpo para o mundo, retirando dele as mais sutis e delicadas cenas. O poeta é assim...
Ser perspicaz como uma criança. Lembro-me de uma vez, numa sala de primeira série, no início da minha atuação no magistério, uma classe tagarela e uma bronca: “Todo mundo quieto, olhando para o caderno, já!’’. E uma voz miudinha da primeira carteira: “Podemos olhar pra lousa pelo menos?!”. Quase soltei a gargalhada!!!
Olhar a vida com mais humildade. Quantas vezes eu meus irmãos passamos dificuldades... Para nos alimentarmos, para nos vestirmos... Quantas passadas a pé, com um chinelo de cada cor, às vezes preso por um prego na parte da frente... Cá estamos todos, fortes, com a cara limpa, não nos envolvemos com drogas, não nos degladiamos, estamos todos juntos, um colaborando com o outro... (Fico triste quando vejo alguém jogar a culpa na vida ao invés de procurar melhorá-la).
Crianças e mais crianças... Tem mais crianças na família: a Julinha (minha Teiteitei), a Letícia (Pererequinha), todas minhas sobrinhas. A casa é outra com crianças. Fica tudo mais alegre, tudo mais colorido, tudo mais divertido... Como disse Tatiana Belinky: criança é demais!

Antonio Luceni é professor universitário e escritor, membro da União Brasileira de Escritores – UBE.

domingo, 20 de setembro de 2009

GOSTO DE SÃO PAULO...


Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com
http://www.antonioluceni.blogspot.com/

“Gosto de São Paulo, gosto de São João...”
Legião Urbana

Sou urbano por natureza. Acho que por isso me tiraram do sítio da Pitombeira, no interior do Ceará, para viver numa das maiores metrópoles do mundo, São Paulo.
É verdade, sim, que o interior tem suas vantagens: o trânsito é bem mais tranquilo, as pessoas se conhecem e se falam mais (apesar de que algumas conversas acabam virando fofocas e aí já é o avesso da virtude!), o ar é menos poluído, às vezes a visibilidade é melhorada seja sob o aspecto do trabalho ou de qualquer outro.
Mas gosto de São Paulo pelo seu dinamismo porque também sou dinâmico. Não consigo ficar parado. Minha cabeça sempre está a mil com ideias, projetos e tudo mais. Sou da linha de que água em movimento é igual à energia e o mundo é movido à energia.
Gosto de São Paulo por sua variedade e multiplicidade de coisas e de pessoas. Tudo que podemos imaginar encontramos em São Paulo: um sapato diferente, uma comida típica de qualquer lugar do mundo, tribos das mais estranhas e interessantes, paisagens das mais contrastantes convivendo juntas, gente numa mesma fila falando francês, inglês, espanhol, alemão, português...
Gosto de São Paulo porque o tempo é preenchido com trabalho e o tempo que resta ao paulistano é para o lazer, para as compras, para curtir a família, para se curtir... Certamente deve haver futricas porque isso é do ser humano (pelo menos numa certa escala de seres humanos!!), mas não é tão latente como em algumas cidades do interior em que o camarada sabe até a cor de suas peças íntimas.
Gosto de São Paulo pela sua intelectualidade: Universidades muitas, museus e bibliotecas, livrarias com andares e tudo mais, um bom papo, um bom livro, um cinema legal, um teatro de verdade... Ao invés de a gente pegar somente salgadinhos e refrigerantes em máquinas de selfservice, imagine, podemos comprar livros também!
Não estou falando mal do interior, não. Estou falando bem de São Paulo, é diferente!! Até porque, como severino, sou cidadão do mundo. Não sou árvore. Estou plantado no universo, não quero fixar raiz em lugar algum. Acho que tudo está aí pra ser curtido, vivido, experienciado...
Usando os versos de Drummond, em Mundo Grande: Não, meu coração não é maior que o mundo./ É muito menor./ Nele não cabem nem as minhas dores./ Por isso gosto tanto de me contar./ Por isso me dispo,/ por isso me grito,/ por isso freqüento os jornais,/ me exponho cruamente nas livrarias: preciso de todos./ Sim, meu coração é muito pequeno.
Gosto de São Paulo... Mas ele não é maior que o mundo!

Antonio Luceni é professor universitário e escritor, membro da União Brasileira de Escritores – UBE.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

SÉRIE: VERSOS PREDILETOS...

VEZ OU OUTRA PARTILHAREI COM VOCÊ, LEITOR, DE ALGUNS VERSOS DE QUE GOSTO MUITO... BUSCAREI PROPOR UMA IMAGEM IGUALMENTE POÉTICA, COMO ESTA ABAIXO.





"Oh! que saudades que eu tenho


Da aurora da minha vida,


Da minha infância querida


Que os anos não trazem mais!"





Casimiro de Abreu