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*Arquiteto e Urbanista pelo Mackenzie |
Esqueça os padrões de estádios que são internacionalmente celebrados. Esqueça os padrões adotados pela FIFA, como por exemplo o número mínimo de lugares para um estádio ser considerado bom. Esqueça também estádios que esbanjam tecnologias. Agora pense em um estádio que respeita o local no qual está inserido e valoriza de forma excelente o contexto, a natureza e o entorno. Aí, então, temos o Estádio Municipal de Braga, Portugal, do arquiteto português Eduardo Souto de Moura.
Na cerimônia de entrega do Pritzker Prize para Souto de Moura, Barack Obama disse que o uso de materiais e atenção aos detalhes, especificamente situando o Estádio Municipal de Braga como "talvez a obra mais famosa de Eduardo", o arquiteto "tomou grande cuidado para posicionar o estádio de maneira que qualquer pessoa que não tivesse comprado o bilhete para o jogo, pudesse assistir ao jogo sentado na encosta."
O que poderia ser um desprestígio para os padrões internacionais de futebol, para Souto de Moura, tornou-se um grande partido para o projeto de um estádio. Situar as arquibancadas somente nas laterais do campo, permite que de um lado, a própria encosta seja usada como arquibancada e de outro, a cidade de Braga possa ser visualizada pelos expectadores.
Sem dúvida, um dos destaques desse edifício é a cobertura que, num formato de catenária, repousa sobre a arquibancada, sustentada por cabos de aço fixos nas extremidades do edifício. Uma referência bastante marcante da arquitetura portuguesa, a catenária já foi usada em projetos de Alvaro Siza, por exemplo, no Pavilhão de Portugal.
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