segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

BARTOLOMEU CAMPOS DE QUEIRÓS

Fotografia retirada da internet

Por Antonio Luceni

Com imensa tristeza é que divido com meus leitores da notícia sobre a morte do escritor Bartolomeu Campos de Queirós, ocorrida na madrugada desta segunda-feira, em Belo Horizonte, vítima de insuficiência renal, aos 66 anos.

Escritor dos mais sensíveis e também tradutor e crítico de arte dos mais interessantes e importantes de nossa terra, Bartolomeu Campos de Queirós era daqueles típicos mineiros que não "fazia pirofagia" para propor as coisas, para convocar-nos à reflexão sobre o ato de ler, escrever e do livro, enfim, sobre a condição do homem e a necessidade de que todos temos em consumir arte, em especial a literatura.

Ganhador de vários prêmios literários importantes, entre os quais o prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil, o Jabuti, o mais concorrido da Literatura Brasileira, além de finalista do cobiçado prêmio internacional de literatura ifantojuvenil Hans Christian Andersen.

Bartolomeu escreveu para vários públicos, mas foi na literatura infantil e juvenil que ganhou maior visibilidade nacional e internacional, propondo e coordenando diferentes projetos nessa área, a partir de incentivos governamentais e empresariais.

Foi um dos idealizadores e coordenadores do Manifesto por um Brasil literário (www.brasilliterario.org.br), projeto que tem várias ações ligadas à leitura, à literatura e ao livro, com o apoio de diferentes empresas e instituições governamentais e não-governamentais, além do engajamento de diferentes intelectuais brasileiros e estrangeiros, assim como membros da comunidade civil.


Fotografia: acervo pessoal

Tive o privilégio de o ouvir por diversas vezes em palestras, lançamentos de livros e feiras do livro. Sempre num tom sacro-santo, de voz diminuída, quase apagada - resultado de sua mineirice, mas de um teor e propriedade ímpares.

O Brasil perde um grande escritor. O mundo perde um grande ser humano. Todos nós perdemos com a saída de Bartolomeu Campo de Queirós deste plano.

Mas o Brasil também ganhou com a sua passagem por este mundo. Todos nós fomos beneficiados com sua dedicação e envolvimento com a literatura. Todos nós ganhamos com os muitos ensinamentos e paixões que deixou registrados em forma de livro.

Vá com Deus, Bartolomeu.

Vá encher de alegria e de sabedoria o outro mundo para onde você se mudou agora.

Sorte de seus novos companheiros e amigos.

Biografia

Bartolomeu Campos de Queirós foi muito mais do que um escritor. Nascido em 1944, viveu a infância em Papagaio (MG). Com mais de 40 livros publicados (alguns deles traduzidos para inglês, espanhol e dinamarquês), formou-se em educação e artes, e criou-se como humanista. Estudioso da filosofia e da estética, utilizou a arte como parte integrante do processo educativo. Cursou o Instituto de Pedagogia em Paris e participou de importantes projetos de leitura no Brasil como o ProLer e o Biblioteca Nacional, dando conferências e seminários para professores de leitura e literatura. Foi presidente da Fundação Clóvis Salgado/ Palácio das Artes e membro do Conselho Estadual de Cultura, ambos em Minas Gerais, sendo também muito convidado para participar de júris e comissões de salões, além de curadorias e museografias.



Idealizou o Movimento por um Brasil Literário, do qual participava ativamente. Por suas realizações, Bartolomeu colecionou medalhas: Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres (França), Medalha Rosa Branca (Cuba), Grande Medalha da Inconfidência Mineira e Medalha Santos Dumont (Governo do Estado de Minas Gerais). Recebeu, ainda, láureas literárias importantes, como Grande Prêmio da Crítica em Literatura Infantil/Juvenil pela APCA, Jabuti, FNLIJ e Academia Brasileira de Letras.

Fonte: http://editora.cosacnaify.com.br/Autor/1310/Bartolomeu-Campos-de-Queir%C3%B3s.aspx

Outras notícias

http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2012/01/morre-em-belo-horizonte-o-escritor-bartolomeu-campos-de-queiros.html

http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI5560426-EI13419,00-Morre+escritor+Bartolomeu+Campos+de+Queiros+em+Belo+Horizonte.html

http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/01/16/escritor-bartolomeu-campos-de-queiros-morre-aos-66-anos.jhtm

http://eptv.globo.com/lazerecultura/NOT,0,0,388738,Morre+o+poeta+Bartolomeu+Campos+de+Queiros.aspx

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,escritor-bartolomeu-campos-de-queiros-morre-em-minas,823195,0.htm

http://www.hojeemdia.com.br/entretenimento/morre-escritor-mineiro-bartolomeu-campos-de-queiros-1.393754





domingo, 15 de janeiro de 2012

AINDA ESTAMOS VIVOS, POXA!



Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com

A gente sempre acaba encontrando alguém que mereça a gente.
É verdade que a vida é feita de fases. Lembro-me de como gostava dos dias de final de ano. Aquela agitação toda, luzes de pisca-pisca por todos os cantos da cidade, os laços dourados, as bolinhas – que na época eram de vidro – todas coloridas e cintilantes penduradas num galho de árvore, que buscávamos simular um pinheiro.
Já não gosto de mais nada disso e os natais estão cada vez mais chatos pra mim.
Como gostava dos filmes de Os trapalhões, A lagoa azul ainda me emocionava e ficava torcendo para que as personagens encontrassem algum navio que as tirasse daquela ilha, que era linda, mas totalmente inviável. E a Lassie? Como era legal assistir aos filmes dessa cadela espetacular... Super-homem e Lex Luthor, até do Xou da Xuxa já gostei...
Já não gosto de mais nada disso. Não suporto mais falar em Lagoa Azul e filmes de animais, puramente “interpretados” por eles, não assisto nem que me paguem.
É, as coisas mudam, meu caro. O mundo gira, a fila anda, as coisas mudam...
Algumas pessoas se aproximam da gente pelo momento que estamos vivendo. Pelas proximidades de gostos, até pela condição do desgosto, da profundidade do poço... Mas não vai durar para sempre.
Assim como não vai durar para sempre a felicidade ou a infelicidade do que quer que seja. Nós devíamos nos acostumar com o circunstancial. Depois de um dia longo de sol, precisaríamos esperar a noite. (E ainda que não a desejemos, ela irá aparecer. É inevitável).
Os contrastes da vida é que a tornam interessante. Essa coisa de felicidade eterna, de amor perfeito e imortal, funciona bem só em contos de fadas. E isso porque não continuamos a história! Se assim o fizéssemos, é possível que até nas histórias maravilhosas virasse tudo um “saco”.
E aí a gente passa a vida toda batendo numa tecla que não irá dar certo. Talvez tenha funcionado no começo, naquele momento em que pensamentos e gostos estavam aparelhados, em sintonia. Agora já não é mais assim, agora não funciona mais... E isso, repito, é normal. As coisas mudam, os gostos mudam, a dinâmica do mundo é assim...
Sim, vai doer um pouco. Sim, no começo vai parecer que não tem mais jeito, que as coisas perderam o brilho, não têm mais graça... No começo é assim, mesmo. Mas vai mudar. Vamos encontrando outros motivos para viver. Haverá outros amores por aí, outros ofícios mais estimulantes, outras praias mais limpas... Ainda estamos vivos, poxa!
No final, a gente sempre encontra alguém que mereça a gente. Com todas nossas qualidades e defeitos, com toda nossa implicância, com o jeito doido de cantar no banheiro, com todas nossas esquisitices...

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e Diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.

sábado, 14 de janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

TROFÉU CAINGANGUE 2011

PARA OS QUE NÃO FORAM, UMA AMOSTRAGEM DO TROFÉU CAINGANGUE 2011

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O que tem literatura com arquitetura? (Parte 2)

Fábula de um arquiteto
João Cabral de Melo Neto




A arquitetura como construir portas

de abrir; ou como construir o aberto;

construir, não como ilhar e prender,

nem construir como fechar secretos;

construir portas abertas, em portas;

casas exclusivamente portas e teto.

O arquiteto: o que abre para o homem

(tudo se sanearia desde casas abertas)

portas por-onde, jamais portas-contra;

por onde, livres: ar luz razão certa.



2.



Até que, tantos livres o amedrontando,

renegou dar a viver no claro e aberto.

Onde vãos de abrir, ele foi amurando

opacos de fechar; onde vidro, concreto;

até refechar o homem: na capela útero,

com confortos de matriz, outra vez feto.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Que tem literatura com arquitetura? (Parte 1)


POEMA SUJO (FRAGMENTO)
Ferreira Gullar

O homem está na cidade
como uma coisa está em outra
e a cidade está no homem
que está em outra cidade
mas variados são os modos
como uma coisa
está em outra coisa:
 
o homem, por exemplo, não está na cidade
como uma árvore está
em qualquer outra
 
nem como uma árvore
 
está em qualquer uma de suas folhas
 
(mesmo rolando longe dela)
O homem não está na cidade
como uma árvore está num livro
quando um vento ali a folheia
a cidade está no homem
mas não da mesma maneira
 
que um pássaro está numa árvore
 
não da mesma maneira que um pássaro
 
(a imagem dele)
 
está/va na água
e nem da mesma maneira
 
que o susto do pássaro
está no pássaro que eu escrevo a cidade está no homem
 
quase como a árvore voa
 
no pássaro que a deixa
cada coisa está em outra
 
de sua própria maneira
e de maneira distinta
de como está em si mesma
a cidade não está no homem
 
do mesmo modo que em sua
 
quitandas praças e ruas

domingo, 8 de janeiro de 2012

Será?


Antonio Luceni

Será que dará tempo de dizer que “eu te amo”?

Será que dará tempo de consertar aquela porta enguiçada que faz tanto barulho à noite? Aquela torneira que não para de pingar e que me está tirando do sério? Aquela rachadura que não há quem a segure, será que vai dar tempo de consertar?

Será que vai dar tempo de tirar a roupa do varal, terminar o almoço, levar o filho pra escola, pagar as contas no banco, montar a mesa para o jantar à luz de velas, me depilar e fazer cara de sex?

Será que dará tempo de desfazer os meus erros, insistir nas minhas ideias loucas, resolver os problemas do mundo, quando nem consigo dar conta dos meus?

Será que dará tempo de buscar novos ares, ler coisas novas, experimentar outros sabores, viajar, mergulhar, terminar os meus croquis, riscar a porcelana, concluir aquele xale, fazer musculação?

Será que haverá tempo pra ficar mexendo esse angu, enquanto tanta coisa acontece lá fora?

Será que o tempo terá pena de mim e irá me dar um tempo para eu poder resolver os meus grilos, retomar minha jornada e ser feliz?

Será que haverá tempo para as coisas bobas, para os gestos fúteis, bocejos, um tempinho a mais na cama, ficar olhando para o aquário, ver figurinhas nas nuvens, fazer espuma no leite, cortar as fatias de bacon bem fininhas, aproveitar o leite estragado para fazer doce?

Será que o meu sonho maior está sendo construído nesse exato momento de tempo?

Tomara que se comova com meu afeto de amor.

Tomara que os sons que me atormentam virem música boa para meus ouvidos.

Tomara que o sol seja intenso, mas que o vento alivie esse dia de calor e seque a roupa do varal. Se chover, que seja então somente uma garoinha, daquelas que não molham nada, só umedecem o ar.

Tomara que as pessoas não sejam tão criteriosas comigo, que me deixem errar, que me ajudem a suplantar meus erros e que eu também possa aprender com eles.

Tomara que não acabem com o mundo, que a Torre Eiffel fique no lugar dela, que o Coliseu fique intacto, que a Estátua da Liberdade pare de pé, que os vinhedos e campos de lavanda continuem florindo, que as pirâmides do Egito não se diluam, que não acabe o salmão no mar.

Tomara que tenhamos livros à mão cheia, boas ideias na cabeça, muita cor, muitos passos a dançar, muitas notas musicais invadindo nosso ar...

Tomara que o sorriso de criança, o cheiro de terra molhada, tapioca, mugunzá, vatapá, angu, churrasco e pururuca, um abraço, um amigo sejam sempre bons motivos para gente viver e sonhar.

Tomara que a gente se ajeite.

Tomara que a gente se aceite.

Tomara que tanto os de lá, os de cá e os que não querem em nenhum lado ficar, sejam mais tolerantes, se não cúmplices, militantes do amor, da paz e da fraternidade.

Eu acredito que podemos ser felizes.

Eu acredito que em nós está a solução.

Eu acredito na capacidade que temos de nos reconstruirmos, de fazermos diferentes, de plantarmos a semente, regar, cuidar e colher o fruto que nos fazer ser humano de verdade.

Eu acredito na fé que vem de Deus, que muitos o chamam de seu, mas que não o atendem quando diz: “amai, tolerai, acolhei, abençoai...”

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e Diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Antonio Gaudí - um mestre na arquitetura da vida

Por Antonio Luceni


Como gosto de aprender com as pessoas!
Quanto aprendo com os livros!

Com as pessoas o aprendizado é mais instantâneo, fico mais com o substrato. E isso é bom. Mas sinto falta dos detalhes depois. Sinto falta das entonações dadas às palavras, das palavras repetidas que servem como remédio para lembrança, dos gestos e tudo o mais. Sinto falta também de poder retomar tudo aquilo literalmente, da forma como foi dito.

Já com os livros, o substrato da leitura fica ao fechar a última capa, no virar da última página também. E sempre que preciso retorno aos ensinamentos, às palavras ditas tim-tim por tim-tim. Saio do livro como alguém que acaba de sair do banho: refrescado, limpo, com uma sensação de bem-estar que só sabe quem gosta de tomar banho.

Acabei de ler um livro de arquitetura, sob o título "Conversas com Gaudí", de Cesar martinell Brunet, editora Perspectiva, que me fez ter a sensação de bem-estar descrita acima. Um livro não muito extenso, pouco mais de duzentas páginas, de fácil leitura, já que se trata de relatos entre o autor e o referido arquiteto, mas de uma intensidade ímpar. Muito do pensamento, das percepções e concepções de história, filosofia, religião, arte, ética, política e, claro, arquitetura de dom Antonio - como é tratado pelo autor - está presente no livro.

Para cada capítulo escrito, dezoito no total, são merecidas paradas e reflexões. É importante também que a leitura (ou as releituras, com certeza necessárias) seja feita com um livro de história da arte ou arquitetura, ou mesmo diante de um computador com internet para que termos e citações de obras e elementos arquitetônicos - ou mesmo personagens históricos - sejam vistos, lidos e observados para que a compreensão do texto se dê por completo.

Fica aí a leitura recomendada. E acredite: as sábias reflexões e colocações do mestre catalão valem não somente para os estudantes de arquitetura ou arquitetos, mas para os interessados em perceber melhor o meio em que vivem, o nascimento de ideias e propostas interessantes, tal qual exemplificadas por Gaudí, que "valem como carvalhos, com todo seu vigor e imponência diante do processo pelo qual passam para serem o que são".

APROVEITE E LEIA TAMBÉM:


O livro: "Antoni Gaudí - vol. 4 - Coleção Grandes Mestres da Arquitetura" - Folha de S. Paulo - 2011.

O livro traz um panorama biográfico e das principais obras do arquiteto, exemplificadas com várias fotos e cronologia dos principais acontecimentos da vida do artista, além de fragmentos do repertório intelectual e cultural gaudiniano.

E O MUNDO NÃO SE ACABOU!

Antonio Luceni
alucen@hotmail.com

Cá estamos
É, cá estamos em 2012. Mais um ano se inicia, novas expectativas, novas promessas, desafios e mais desafios para todos nós. Talvez alguns queiram mesmo apagar 2011 de suas vidas por desgraças sofridas, por perdas dolorosas, pelo fato de ter sido um ano “murcho” mesmo. Outros, certamente gostariam de retomá-lo, vivê-lo novamente inteirinho, já que se deram bem nos negócios, já que o fato mais feliz da vida deles aconteceu justamente no ano que se passou.

Tempus fugit
Mas o tempo foge, se esvazia diante de nós. Como leão faminto ou dragão enraivecido o tempo vai passando e devorando tudo que encontra à sua frente. Não quer saber de raça, de sexo, de condição financeira, nem religião... vai consumindo a todos. O que resta pra nós? O que chamamos de presente, ou seja, aquilo que nada mais é que um relâmpago de futuro-passado-futuro. A incerteza é nossa melhor companhia o ano todo, e é com ela que planejamos coisas, que compramos e vendemos, que sorrimos e choramos.

E o mundo não se acabou
Fizeram filme e tudo o mais, previsões catastróficas, celeuma e mais celeuma e... NADA. O mundo não se acabou de novo. Só que desta vez é mais cruel ainda (ao menos para alguns): pode ser em qualquer momento do ano! Isto é: “eu falei que era em 2012, mas não disse quando dele seria!”. Não é o “ó”? Antes ao menos a previsão tinha uma data fixa, um dia ou semana do ano; agora, dizem que será no ano “tal”, em qualquer momento do ano. Aí, como diria uma amiga minha, “é de f...., hein, Vanilde?”.

As promessas
* Fazer regime. Preciso perder cinco quilos;
* Consertar aquelas coisas que estão paradas há tempos: uma torneira que não para de pingar, aquela tomada que ainda está na gambiarra...;
* Não mais me revoltar com as injustiças que ocorrem à minha volta, com a falta de bom senso de algumas pessoas, com a incoerência do mundo (quanto tempo irei resistir?).

Os pedidos
* Saúde para mim, minha família e amigos;
* Inteligência para discernir o bem e o mal e agir segundo os princípios da verdade, honestidade e ética;
* Entusiasmo para encarar todas as situações da vida, olhando sempre pelo aspecto bom e do aprendizado.

AQUELE ABRAÇO! Para Verinha da Secretaria da Educação. Nossa mulher que copia, nossa reprodutora mor do Xerox. Um ano bom e cheio de energia, minha amiga.

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e Diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Quem quer pão?

Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com

A primeira coisa que fiz ao acordar no domingo foi comprar pão. Ou melhor: querer comprar pão. Na primeira, estava fechada. Na segunda, uma fila danada e quando chegou a minha vez:
-  Acabou!
- Como assim, acabou?
- Acabou. Estamos com outros na câmara fria, daqui meia hora, mais ou menos, tem pão fresquinho.
Daqui uma meia hora?!... É ruim, hein, Cleonice!!!
Na terceira, a fila já se estendida até a calçada. Aí me fez lembrar os anos de recessão vividos pelo Brasil na era Sarney (e “era” não é um exagero quando nos referimos ao Sarney, não é mesmo?!). Minha mãe e meu pai, cada qual num ponto da fila pra poder pegar, cada um, mais um litro de leite, ou uns quilinhos de carne a mais... Afinal, sete pessoas numa casa não podiam passar apenas com o que liberavam por pessoa.
Depois da terceira, meu amigo, desisti de pão. Voltei para casa só com a vontade de comer pão fresco. Aí todo mundo:
- Cadê o pão?
- Sei lá, acho que os padeiros resolveram acordar mais tarde hoje.
Você vai me dizer que também os padeiros têm direito de acordar mais tarde depois de festas de final de ano. Você certamente está pensando que eu sou um cruel achando que em plena dez horas da manhã o pão era pra estar pronto e fresquinho para eu comprar, não é mesmo? Mas não são os ócios do ofício? Também não estão os policiais e médicos de plantão? Também não estão os pilotos, comissários de bordo, maquinistas e tantos outros motoristas que fazem com que o mundo não fique parado nas festas e feriados? Ora! Então, queria comprar pão também logo no dia de natal!
Tá bom, há um pouco de exagero, sim. Afinal, qual diferença entre deixar de comer um pãozinho francês num ou noutro dia do ano, além de contribuir para a diminuição de calorias?
Em casa, peguei um pão italiano adormecido, cortei-o em fatias, derreti dentes de alho nelas e levei tudo ao forno com fios de azeite. Alguns minutos depois e... pronto! deliciosas torradas, acompanhadas com leite com café.
Fiquei feliz com o resultado. Também acho que os padeiros ficaram felizes em poder acordar mais tarde um pouquinho. É, o espírito natalino realmente faz coisas com a gente!
AQUELE ABRAÇO! Para o Marquinhos e para Márcia do Restaurante do Ginásio. Espero que tenham gostado do texto, meninos. Afinal de contas, comida é vossa especialidade.

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

NÚCLEO UBE: última reunião ordinária e confraternização


A ÚLTIMA REUNIÃO ORDINÁRIA DO NÚCLEO UBE ARAÇATUBA E REGIÃO, ASSIM COMO NAS DEMAIS, FOI MARCADA POR MUITA DISCUSSÃO LITERÁRIA E CONFRATERNIZAÇÃO ENTRE OS PARES.

A REFLEXÃO E CONDUÇÃO DOS TRABALHOS FICOU POR CONTA DA CONFREIRA MARILURDES MARTINS CAMPEZI, LULA, QUE DISCUTIU A OBRA DO CONFRADE JORDEMO ZANELI JUNIOR, A GAROTA ROCKSTAR, RECENTEMENTE LANÇADA PELA EDITORA SOMOS.

O ATELIÊ ANTONIO LUCENI GANHOU ARES DE ESTÚDIO, COM MICROFONES E CÂMERA, COM ASSISTENTE DE SOM E TUDO O MAIS. É QUE O ESCRITOR, AUTOR DA REFERIDA OBRA, OPTOU POR GRAVAR A EXPLANAÇÃO DE LULA E OS COMENTÁRIOS E OBSERVAÇÕES FEITAS PELOS COLEGAS DE NÚCLEO A RESPEITO DE SEU LIVRO.

NO FINAL, TODOS PARTICIPARAM DE UM CHÁ, ACOMPANHADO DE BOLOS, DOCES, SALGADOS E UM FRISANTE MARAVILHOSO PARA ALIVIAR UM POUCO DO CALOR QUE ESTAVA DERRETEDOR.

FICAMOS FELIZES EM ENCERRAR O ANO COM CHAVE DE OURO PARA O NÚCLEO UBE ARAÇATUBA E REGIÃO QUE, EM TÃO CURTO ESPAÇO DE TEMPO, PARTICIPOU DA 21ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO, PROMOVEU UM ENCONTRO REGIONAL DE ESCRITORES (ENESIAR), PARTICIPOU DO 5º CONGRESSO BRASILEIRO DE ESCRITORES NA CIDADE DE RIBEIRÃO PRETO/SP, LANÇOU UMA COLETÂNEA COM TEXTOS DE SEUS MEMBROS E DE OUTROS ESCRITORES DE VÁRIOS MUNICÍPIOS E ESTADOS BRASILEIROS, ALÉM DE PARTICIPAR COM REPRESENTAÇÕES DE MEMBROS POR OUTRAS TANTAS FEIRAS DE LIVROS, PALESTRAS, SIMPÓSIOS, ENTRE OUTRAS AÇÕES QUE DIVULGAM A LEITURA, A LITERATURA E O LIVRO.

GOSTARÍAMOS DE AGRADECER, MAIS UMA VEZ, AO NOSSO PRESIDENTE JOAQUIM MARIA BOTELHO E AO DIRETOR DE INTEGRAÇÃO NACIONAL, MENALTON BRAFF, PELA CONFIANÇA DEPOSITADA EM NÓS E PELA INICIATIVA DE TEREM CRIADO E IMPLANTADO OS NÚCLEOS PELO BRASIL. EM NOME DA COMUNIDADE LITERÁRIA DE ARAÇATUBA E REGIÃO E, EM ESPECIAL, DOS MEMBROS DA UBE PERTENCENTES AO POLO DE ARAÇATUBA E REGIÃO, MUITO OBRIGADO.







segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Que presentes dar? Que presentes receber?

Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com

Mais um ano se vai e outro se aproxima. É momento de reflexão e balanço do tempo percorrido, por nós chamado 2011, e também de renovar as esperanças e acreditar em mais uma nova parcela da vida, a que estamos chamando 2012.

Também neste tempo há a preocupação em agradar, ainda que as motivações sejam questionáveis. E tudo isso para quê?

A festa, a meu ver, deveria ser para lembrarmos que o homem mais importante da história, que a dividiu em antes e depois dele, ao menos para nós, cristãos, veio a este mundo e nos ofereceu o maior e melhor presente para nossas vidas: Ele próprio, o verbo encarnado, o pão vivo que desceu dos céus para nos alimentar, a fonte inesgotável de água viva que mata a nossa sede, o vinho novo que alegra nossa festa, o maná do deserto que provê todas as nossas necessidades.

E o que oferecemos de volta para Jesus? Comunhão com nossos irmãos de sangue, do trabalho, do dia a dia que nos tira o brilho no olhar, por vezes, maculado pelo desgaste físico, pela incompreensão, pelo descaso? Compaixão pelos menos favorecidos, pelos que sofrem injustiça, pelos que não têm nem o que comer e vestir, ou que ficam numa fila infindável para receber migalhas da saúde, da educação, do emprego?

É tempo de festa, mas o aniversariante ainda está por receber os presentes. É aniversário e não amigo secreto! Estamos preocupados em nos presentear com casa nova, móveis novos, roupa nova, eletrodomésticos e tantas outras quinquilharias que, no final, só servem para depósito de poeira. Estamos preocupados com a quantidade de comida que será comprada, com os tons dos guardanapos e das flores sobre a mesa, com a quantidade de engradados de cerveja e tudo o mais, mas não nos lembramos Dele, o aniversariante.

Que presentes dar? Que presentes receber?

Não vou ficar com hipocrisia e dizer que também não gosto das comidas fartas e dos presentes de bom gosto. Mas isso, de fato, não é o essencial. Já passamos, eu e minha família, por natais mais magros, com poucas coisas sobre a mesa, mas conservamos sempre, e até hoje é assim, o espírito de agradecimento, de comunhão uns com os outros, do respeito e admiração que temos entre nós.

O exercício de dar e receber presentes acontece o ano todo: com os socorros que prestamos uns para com os outros, nos telefonemas e bilhetes de apoio e estímulo, em nossas reuniões semanais para jogar conversar fora e colocar as ideias em dia, com as risadas dos erros e acertos de cada um, e também com as irritações, com o olhar mais ácido e criterioso, peculiar de nossas personalidades, para tudo que achamos injusto, incoerente, desrespeitoso.

Nos presenteamos diariamente, durante todo o ano, e oferecemos nossas ações de respeito, amizade, compaixão, justiça, verdade ao nosso presente maior: Jesus Cristo, nosso Senhor e Rei, amado nosso, autor e consumador de nossa fé, Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da Paz.

Feliz natal para você e sua família. Que o ano de 2012 seja repleto de bênçãos em vossas vidas e que a presença do maravilhoso presente, que é Jesus, seja algo perseguido diariamente por todos nós.

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e Diretor da União Brasileira de Escritores - UBE.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

EM QUE BERÇO VOCÊ NASCEU?

Por Deise Machado*


Quando pensamos nessa palavra, por vezes ela implica muitas interpretações: BERÇO.

Dizemos: “Fulano nasceu em berço de ouro!”, ou também “Educação vem de berço”.

Sabemos hoje em dia, da importância do berço, não só das suas inúmeras conotações, mas também do móvel propriamente dito. O berço como lugar de descanso, de aconchego, de renovar as energias do bebê, depois de um intenso dia de fazeres e brincadeiras.

No entanto, ainda existem pessoas que enxergam o berço (o móvel), como um lugar para cercear apenas a criança, deixando-a impedida de ser livre, de andar, engatinhar, tocar objetos, enfim, de ser criança. Nesse período da vida, como bebês curiosos e ávidos pelo novo, pela curiosidade, pelo toque dos objetos em seu entorno, as crianças necessitam reconhecer o berço como espaço de aconchego e de descanso. Um lugar especial onde ele queira estar e não onde seja obrigado a ficar. O berço não pode e não deve ser visto como um lugar de castigos, de punições. Berço é afeto. É um espaço individual onde o bebê tece vínculos emocionais, por reconhecer como seu espaço, seu cheiro e onde tenha vontade de ficar. Muitos de nós já tivemos também nossos berços. Muitos de nós tivemos oportunidades de ser educados, acariciados e embalados com cantigas de ninar em um berço. Por isso, o móvel é tão essencial e pertinente nessa faixa etária da vida, por isso as suas grades, para zelar pela segurança física do bebê. O berço é parte significativa da primeira infância.

Ao nascer, Jesus, num estábulo, junto aos animais, sua mãe Maria quis aconchegá-lo em um lugar: um berço. Contudo, devido às condições daquele momento, tal vontade foi impossível. Como mãe zelosa que era, Maria coloca-o em uma manjedoura, uma espécie de tabuleiro fixo onde se põe a comida dos animais. Isso é exemplo de pura ternura, de amor maior. Ainda enrolado em panos, acabara de nascer o Salvador do mundo, e Ele precisou de um berço, precisou daquela condição de bebê para aconchegar seu pequeno corpo em algum lugar. Se até Jesus precisou de um berço como local de cuidados e carinhos, por que não fazemos o mesmo? Por que imaginar o berço como local de isolamento e impedimento?

Nossas crianças que ainda necessitam de um berço, deve enxergá-lo como objeto de vida e não de sofrimento, de tormentas por algum castigo ou punição. Nossos bebês merecem ter a cada dia a vivência de suas próprias inquietudes de crianças, sem imaginar que serão castigadas sendo colocadas dentro de um berço, para fazê-las parar por alguma traquinagem.

O berço é permeado de significados. Repleto de informações, crenças, valores e principalmente da visão que temos sobre a criança e infância. Berço é espaço de crescimento saudável. Crescer em berço de ouro realmente não é pra muitos. Mas crescer em berço repleto de amor, afeto, ternura e respeito, é algo que devemos almejar e praticar com todas nossas crianças. O berço é e sempre será espaço para a vida!


Deise Machado é Orientadora Pedagógica de Educação Infantil, da Secretaria Municipal da Educação - Araçatuba/SP.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

TROFÉU CAINGANGUE IV

Além dos premiados, a cerimônia contou com a presença de familiares e funcionários do executivo e legislativo. A maior representação foi do legislativo, com cinco vereadores presentes.

Todos ao som do Hino Nacional, seguido pelo Hino de Araçatuba, sob as vozes das crianças da EMEB José Machado Neto. Em primeiro plano os troféus "Caingangue e, ao fundo, os homenageados.

(e/d) Maria Aparecida dos Santos Veronezi (Câmara Municipal), Hercílio Galdino da Gama (DAEA), Ignêz Aparecida Bertoloti (Secretaria da Cultura), Elaine Cristina de Alencar (Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação) e Antonio Luceni (Secretaria da Educação).

Recebimento do prêmio pelas mãos do Presidente da Câmara Municipal de Araçatuba, Cido Saraiva.

Com o troféu, ladeado pelas vereadoras autoras do projeto, Durvalina Garcia (esquerda) e Edna Flor (direita).

Entre as vereadoras autoras do Troféu Caingangue e o Presidente da Casa.

Em momento descontraídos, mas também de reflexão profunda sobre a ação dos artistas locais e a importância que deve ser dada pelos gestores públicos do executivo e legislativo para com os produtores culturais do município.


Os homenageados e a artista plástica responsável pelo troféu (de branco), Margareth Martins.

Homenageados entre vereadores e demais autoridades presentes.


Créditos das imagens: Ângelo Cardoso

domingo, 11 de dezembro de 2011

TROFÉU CAINGANGUE III

Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com

Na última sexta, nove de dezembro, aconteceu a premiação do “Troféu Caingangue 2011”. O prêmio é uma iniciativa da Câmara Municipal de Araçatuba, e foi instituído no ano de 2003, a partir de resolução de autoria das vereadoras Edna Flor e Durvalina Garcia. O objetivo do prêmio é o de valorizar e estimular as ações ligadas às artes, cultura e esporte entre os funcionários públicos municipais da Prefeitura, DAEA e Câmara Municipal. O nome do troféu faz alusão à tribo indígena que habitou a região noroeste paulista no passado.
 Este ano foram premiados Antonio Luceni, Escritor e Artista Visual (Secretaria da Educação); Ignêz Aparecida Bertoloti, pianista e soprana do Coral Madrigal Paralelus (Secretaria de Cultura); Elaine Cristina de Alencar, participante do Grupo Experimental da Academia Araçatubense de Letras (Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação); Hercílio Galdino da Gama, artesão escultor (DAEA) e Maria Aparecida dos Santos Veronezi, atriz (Câmara Municipal). O prefeito esteve representado por secretário municipal e as demais secretarias da prefeitura não enviaram representantes. A Câmara, por sua vez, contou com as presenças, além das autoras do prêmio, de seu presidente, Cido Saraiva, e dos vereadores Dr. Nava e Tieza.
A cerimônia foi costurada por vídeos que mostraram um pouco do cotidiano dos homenageados, bem como as várias atuações que têm nos campos da arte, da cultura e da literatura. Em seguida, cada um dos vereadores presentes pode deixar sua mensagem de apoio e respeito pelas artes e pela cultura de modo geral, bem como destacar a importância da valorização do funcionário público como um indivíduo sensível e comprometido com o humano, sendo um grande colaborador a prática e o exercício da produção artística, seja ela qual for. Também foi oportunizado que os homenageados se manifestassem sobre quaisquer aspectos que tivessem relação com o prêmio, o que foi feito por todos eles. Eu, particularmente, destaquei sobre a felicidade de cada um de nós que recebemos o prêmio, mas procurei enfatizar que, além de sermos, nós artistas, reconhecidos publicamente pelo que fazemos – o que já é um grande avanço – precisamos ser prestigiados em nosso dia a dia, em todos os dias do ano e de forma profissional, sugerindo que os vários poderes ali representados (executivo, legislativo, judiciário e também a sociedade civil) se preocupassem em desenvolver políticas públicas de base que prestigiassem os produtores artísticos locais (escritores, músicos, atores, poetas, artesãos, artistas plásticos, entre outros) e que dessem a eles condições de sobrevivência a partir de sua própria arte.
Por último, a premiação foi efetivada, com cada um dos vereadores presentes entregando o prêmio aos homenageados e com todos se congratulando pela bela noite que ali ocorrera. Saímos de lá felizes e satisfeitos com o reconhecimento dado a cada um de nós. Por mais que prêmios e homenagens sejam coisas circunstanciais e que não integrem, a meu ver, a essência nem os objetivos de nossas ações enquanto produtores de arte, funciona, isso sim, como um combustível que nos impulsiona a seguir sempre em frente e a buscar fazer nossa arte com maior seriedade, afinco e na certeza de que bons frutos nascerão a partir dela, entre eles, e a meu ver o principal, a contribuição na constituição de uma sociedade mais justa, fraterna e criativa.
Gostaria de agradecer às várias manifestações de carinho deixadas no facebook, em meu blog e e-mail, além, é claro, das presenças in loco das queridas amigas Mara Alice Ribeiro, Vânia Galego, Cláudia Colli, Andreia e de minha família.

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e Diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

TROFÉU CAINGANGUE II


Fonte: Câmara Municipal de Araçatuba -  Assessoria de Comunicação: Suzy Faria / Foto: Angelo Cardoso - Data: 9/12/2011 21:57:51 
A Câmara Municipal de Araçatuba realizou sessão solene, na noite desta sexta-feira (09/12), para a entrega da quarta edição do Troféu Caingangue a cinco servidores públicos municipais envolvidos com a arte e a cultura. O presidente da Mesa Diretora, vereador Cido Saraiva (PMDB), abriu oficialmente o evento.
Os vereadores Dr. Nava (PSD), Edna Flor (PPS), Profª Durvalina Garcia (PT) e Tieza (PSDB) também participaram da cerimônia, que contou ainda com a presença do presidente do Sisema (Sindicato dos Servidores Municipais de Araçatuba), Denilson Pichitelli, e do secretário de Assuntos Jurídicos, Evandro da Silva, que representou o prefeito Cido Sério (PT).
“Agradeço aos vereadores por valorizarem nossos servidores artistas”, disse Pichitelli. “Essa é uma oportunidade para reconhecer e incentivar as aptidões culturais dos servidores. É uma atitude que enobrece o trabalho deles”, discursou Silva, destacando a atenção dispensada pela atual administração ao funcionalismo público municipal.
Dirigindo-se aos homenageados, a vereadora Edna Flor disse ter orgulho desses servidores. “Essa é uma noite de festa para todos nós, que amamos a arte”, completou a vereadora Profª Durvalina Garcia. Os vereadores Tieza e Dr. Nava também parabenizaram os servidores premiados.
Após a execução dos Hinos Nacional e de Araçatuba, foi exibido um vídeo de apresentação dos homenageados, produzido pela TV Câmara. Receberam o prêmio três servidores públicos da Prefeitura, um do Daea (Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba) e outra da Câmara, todos indicados pelos próprios colegas de trabalho, em votação realizada na última semana do mês de novembro.
Esculpido pela artista plástica Margareth Martins, o Troféu Caingangue 2011 homenageou:
- Elaine Cristina de Alencar – fiscal de obras particulares da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação e participante do Grupo Experimental da Academia Araçatubense de Letras;
- Antonio Luceni dos Santos – chefe de divisão do Departamento de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação, da Secretaria de Educação, escritor e artista visual;
- Ignêz Aparecida Bertoloti – telefonista da Secretaria de Cultura, pianista e soprana no Coral Madrigal Paralelus;
- Hercilio Galdino da Gama – segurança do Daea e escultor, e
- Maria Aparecida dos Santos Veronezi – assessora parlamentar no gabinete do vereador Dr. Nava (PSD) e atriz, que encerrou a sessão solene interpretando um monólogo sobre violência doméstica.
Criado em 2003 por projeto de resolução de autoria das vereadoras Profª Durvalina Garcia e Edna Flor, o Troféu Caingangue objetiva reconhecer as habilidades artísticas e culturais dos servidores públicos municipais. O nome do prêmio faz referência ao grupo indígena que povoou a região noroeste paulista no passado.  

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

TROFÉU CAINGANGUE I

PREZADOS AMIGOS E COMPANHEIROS DE BLOG,

É COM GRANDE ALEGRIA QUE COMPARTILHO COM VOCÊS DA MINHA INDICAÇÃO PARA RECEBER O TROFÉU CAINGANGUE 2011.

O PRÊMIO É OFERECIDO PELA CÂMARA MUNICIPAL DE ARAÇATUBA AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS MUNICIPAIS DA PREFEITURA, DAEA E CÂMARA COMO RECONHECIMENTO DE AÇÕES DESENVOLVIDAS POR ESTES LIGADAS À CULTURA E ESPORTE.

SÃO INDICADOS NOMES DE TODAS AS SECRETARIAS E DEPARTAMENTOS DAS REFERIDAS INSTITUIÇÕES E, APÓS SELEÇÃO, SÃO PREMIADOS CINCO.

RECEBEREI O PRÊMIO PELA ATUAÇÃO QUE MANTENHO NA CIDADE NAS ÁREAS DA LITERATURA E ARTES PLÁSTICAS.

A CERIMÔNIA DE ENTREGA DO TROFÉU ACONTECERÁ NA SEXTA-FEIRA, DIA 09 DE DEZEMBRO, A PARTIR DAS 20H, NA CÂMARA MUNICIPAL DE ARAÇATUBA, PRAÇA 9 DE JULHO, CENTRO.

OS QUE PUDEREM COMPARECER ME DEIXARÃO ALEGRE.

FORTE ABRAÇO E ATÉ LÁ!

ANTONIO LUCENI

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ATÉ QUANDO?

Antonio Luceni
aluceni@hotmail.com

Até quando iremos conviver com a injustiça e o flagelo sociais e fecharemos os olhos para nossos semelhantes, estendendo-lhes a mão vez ou outra com um mísero trocado devolvido num bar ou lanchonete?
Até quando vamos nos achar “os melhores da terra” só porque promovemos esta ou aquela festa de caridade, este ou aquele sopão nos finais de semana, enquanto o povo pena o ano todo, comendo migalhas, enfrentando ônibus lotados, sujeitando-se aos sistemas públicos precários de saúde, educação, assistência social e outros?
Até quando vamos nos contentar com perfumarias culturais que privilegiam este ou aquele grupo social, a rigor de toga passada, com cheiro de naftalina, visto ser usada somente uma vez por ano para fins de coluna social?
Até quando vamos nos associar a políticos corruptos, delegando a eles poderes por meio de nossos votos e, durante todo o mandato, sequer cobrarmos deles atitudes mais corajosas com relação à melhoria das condições materiais e imateriais de nossa cidade?
Até quando iremos ficar anestesiados frente ao desespero de pais e filhos que veem seus entes queridos serem arrancados de seu meio por causa da violência e do tráfico de drogas, infelizmente, tão presentes na sociedade de hoje?
Até quando vamos cruzar os braços ou balançar os ombros diante do preconceito, seja por conta da cor da pele, da orientação sexual, das condições financeiras, das limitações físicas ou intelectuais, do credo religioso ou de qualquer outra prática que faz do ser humano algo único, individual, especialmente útil e distinto em sociedade?
Até quando nossas crianças, adolescentes e jovens vão ficar perambulando pela cidade ou trancafiados dentro de suas casas porque não têm atividades de esporte e arte para praticarem e, quem sabe, fazer disso desejo futuro com práticas sociais mais humanas, mais produtivas, mais solidárias, mais criativas e saudáveis?
Até quando nossos jovens deixarão de ser encarados apenas como “o futuro” de nossos País e terão maior envolvimento nas políticas públicas e grupos sociais a que pertencem, opinando, dirigindo ações e definindo os modos de vida e como seus bairros e cidades precisam ser?
Até quando nossas famílias morarão em lugares perigosos, submetidos a toda sorte de intempéries, desprovidas de uma casa que possam chamar de sua, com praças e outros equipamentos nos quais usufruam do final da tarde brincando com seus filhos ou dos finais de semana desfrutando da sombra de uma árvore e da companhia dos vizinhos?
Até quando ficaremos órfãos das letras, sem bibliotecas nos bairros ou com elas sucateadas em escolas, sem acesso diário ou aos finais de semana, e sob a boa vontade de alguém que detém “as chaves do conhecimento”?
Até quando ficaremos cristalizados, vendo os preços subirem diariamente, impostos e mais impostos sendo criados ou aumentados seus valores e o salário cada vez mais baixo e insignificante?
O certo é: quanto mais tempo demorarmos para agir, mais escravos deste sistema capitalista imperialista seremos. Quem quer mudar esta realidade?

Antonio Luceni é mestre em Letras e escritor. Membro e Diretor da União Brasileira de Escritores – UBE.